08 julho, 2007

Ciência e dogma

«Por vezes, o óbvio está errado e o insólito é verdadeiro.»
- em Cosmos, de Carl Sagan

«O empreendimento colectivo do pensamento criativo e
do pensamento céptico, trabalhando conjuntamente,
faz avançar o conhecimento.»
- em Um Mundo Infestado de Demónios, de Carl Sagan


«
Ter a mente aberta é uma virtude,
mas não tanto que o cérebro caia fora.»
- James Oberg

«Prefiro ter uma mente aberta ao mistério
do que ter uma fechada pela crença.»
- How to Argue and Win Every Time,
de Gerry Spence
Este artigo é um pouco longo e faz menção a problemas diversos, apesar de estarem relacionados. É um defeito que tenho de corrigir...

A negação
à priori de ideias impediria que fossem feitas descobertas. Para as descobertas florescerem é necessário liberdade de imaginar. Muitas ideias que ferem o senso-comum e eram consideradas absurdas são agora consideradas científicas e até são usadas para construir máquinas úteis. A Teoria da Relatividade e a Teoria Quântica são dois exemplos recentes muito mencionados na literatura científica. Muitas especulações de filósofos que foram rejeitadas durante séculos foram confirmadas pela Ciência. Existem ideias que se consideravam mitos, mas confirmadas pela ciência, pelo menos parcialmente. Arqueólogos descobriram as ruínas de Tróia [1] e Cristãos revelam satisfação quando são descobertas evidências de personagens e eventos mencionados na Bíblia. [2] Há uma série popular no Discovery Channel, chamada Caçadores de Mitos [em inglês: MythBusters], onde se tenta desmascarar mitos, mas por vezes são revelados resultados surpreendentes, evidenciando a plausibilidade ou confirmação de ideias que pareciam absurdas. [3]

Apesar disso, o papa Bento XVI lamenta os critérios, matemáticos e empíricos, para determinar uma ideia científica por limitarem o conhecimento ou a razão [4], e, por outro lado, religiosos defendem que a ciência baseia-se na e que até tem dogmas [5]. Por ser exigente, a Ciência é limitada, e por ser descriptiva e não normativa, é também amoral (não confundir com imoral; noutra oportunidade escreverei sobre moral e ética). Proposições como "Deus existe", "existem espíritos", "posso mover as páginas do livro com a mente" e "a oração cura doenças" são descriptivas. Cientistas assumiam a existência de Deus quando faziam experiências, o que mostrou ser irrelevante. [6] A Scientific American investigou médiuns e oferecia 2.500 dólares para quem produzisse uma manifestação espírita que Houdini não desmacarasse. [7] Actualmente, James Randi diz oferecer 1 milhão de dólares a quem mostrar evidências de ter poderes paranormais, sob condições de observação controladas. [8] Pode-se realizar experiências para verificar se as orações realmente curam ou se têm efeitos no Universo. [9] O método científico exige que as hipóteses possam ser refutáveis [10]; se toda a falha levar a "justificacionismos", ilimitadas desculpas arbitrárias para salvar a crença, então ela não é científica nem racional.

Os pressupostos pessoais ou que são aceites actualmente na Ciência são irrelevantes: basta provar que estão errados. Por exemplo, Kepler tinha várias crenças frutos da religião e filosofia da época. Abandonou a fé no Mistério Cósmico e no Divino Geómetra com as descobertas que fez pela observação. Procurou explicações naturais para o que as bruxas eram acusadas, o que poderá ter levado à proibição de julgamento de bruxaria com escassez de provas. Pelo individualismo em matéria de fé, foi excomungado. [6] Carl Sagan, o famoso divulgador da Ciência, mostra vários exemplos do género no Cosmo.

Nicolau Copérnico, para facilitar os cálculos matemáticos, apresentou a suposição de que a Terra faz um movimento de translação em torno do Sol. [11] Muitos séculos antes, o filósofo grego Aristarco já tinha proposto a hipótese heliocêntrica, mas nunca foi aceite por contrariar a física aristotélica, crenças religiosas e a astrologia da época [12] Os teólogos cristãos repudiavam a hipótese heliocêntrica, apelando a Bíblia como autoridade absoluta. [13] Galileu continuou a obra de Copérnico com descobertas por meio de observações que contrariavam as ideias aristotélicas e ptolomaicas, mas teve de negar as suas conclusões, que eram consideradas falsas e proibidas pelos teólogos. Durante o julgamento, o Cardeal Bellarmino afirmou: «A Terra a girar em torno do Sol é tão errado quanto dizer que Jesus não é filho de uma virgem». [14]
O padre António Vieira, em História do Futuro, faz menção de dois cristãos que negavam veemente a existência de habitantes nos antípodas. [15] Lactâncio disse: «Porventura dizem estes alguma coisa que tenha fundamento, ou pode haver homem de tão pouco juízo que se lhe meta na cabeça que há homens que andem com a cabeça para baixo, e que todas as coisas que aqui estão em pé, e direitas, lá estejam dependuradas?» e «sabendo muito bem que tudo o que dizem são fábulas e mentiras, as defendem contudo para ostentar habilidade e engenho, empregando tão bons entendimentos em tão más coisas». Apesar de António Vieira rir dessa ideia, louva S. Agostinho por usar um argumento baseado na Bíblia: que é absurdo haver habitantes no lado oposto da Terra, porque os descendentes de Adão teriam de percorrer até lá e as Escrituras não falam dessas pessoas [16].
No século XII um cientista árabe acreditava que a Terra não é achatada, por isso todos os seus trabalhos foram confiscados e queimados. Em 1993 o teólogo muçulmano Sheikh Abdel Aziz ibn Baaz promulgou uma fatwa: «A terra é achatada, e qualquer um que negue essa afirmação é um ateu e merece ser punido» [17].

Houve também cientistas obstinados.
Médicos desafiaram Freud a provar que podia-se provocar histeria pela hipnose, mas negando os doentes que serviam de testemunha. Notavam que histeron significa útero e que a histeria provinha de uma disfunção desse orgão (segundo a crença da época). [18]
Semmelweis formulou uma hipótese que atribuía as mortes durante as dissecações a agentes contagiosos transportados pelos cirurgiões. Por isso sugeriu que lavassem as mãos com uma solução de óxido de cálcio clorado, isolassem os doentes e fervessem os instrumentos. Com essa sua iniciativa o número de mortes reduziu, mas o seu chefe, que não tinha sido consultado, e médicos obstetras teceram críticas severas, motivando perseguições a Semmelweis. [19]
Leopold Krone, um famoso matemático, acreditava que os números são uma invenção de Deus e que, por isso, os números irracionais deveriam ser banidos. Acusou de pecador e oprimiu o matemático Georg Cantor pelos seus conceitos sobre o infinito. [20]
De qualquer modo, os erros de cientistas são detectados e corrigidos por cientistas. Cientistas foram enganados com o embuste do homem de Piltdown, provavelmente pela pressa aliada ao desejo de provar o que acreditavam, mas foram os cientistas que desmascaram a fraude. [21] Os trabalhos do sul-coreano Hoo Suk Hwang publicados pela revista Science foram investigados pela Universidade de Seoul, mostrando serem falsificações. Daí, o processo peer-reviewing foi questionado, e revistas científicas começaram a adoptar métodos rigorosos para detectar fraudes. [22]

Nem mesmo na Matemática existem verdades absolutas. Bertrand Russell escreveu em Portraits from Memory [23]:
«Queria a certeza da mesma maneira que as pessoas querem a fé da religião. Pensava que a certeza seria encontrada mais provavelmente na matemática do que em qualquer outro lado. Mas descobri que muitas demonstrações, que os meus professores queriam que eu aceitasse, estavam cheias de falácias e que, se na verdade, a certeza pudesse ser encontrada na matemática, teria de ser num novo campo, com fundamentos mais sólidos do que até aí tinham sido julgados seguros. Mas à medida que o trabalho avançava, lembrava-me constantemente da fábula do elefante e da tartaruga. Depois de construir um elefante onde o mundo da matemática podia assentar, descobri que o elefante era instável e decidi construir uma tartaruga para evitar que o elefante caísse. Mas a tartaruga não era mais estável do que o elefante, e, após cerca de vinte anos de trabalho árduo, cheguei à conclusão que não podia fazer mais nada para tornar o conhecimento matemático isento de dúvida.»
Acreditou-se que os livros de Euclides continham verdades óbvias e inquestionáveis. Parece que a maioria ainda pensa assim, mas a partir do século XIX foram feitas descobertas na Matemática que contrariam os livros de Euclides e que são contra-intuitivas, mas muitas foram úteis para explicar fenómenos físicos. [24]


Na Ciência incentiva-se que os erros sejam criticados e corrigidos, ao invés de colocar a poeira debaixo do tapete. Na Ciência não existem livros sagrados nem sacerdotes do conhecimento que definem leis inquestionáveis.
A imaginação tem possibilidades ilimitadas. O método científico é aberto a essas possibilidades, mas selecciona as mais aptas que sobrevivem com o tempo pela poda da dúvida. Podem chamar fé a isso, mas se a vossa fé não é assim, então não é a mesma. Usar a mesma palavra para duas coisas diferentes não as torna iguais.
É verdade que a Ciência é limitada. É por isso mesmo que é útil. Não tem respostas para tudo, mas reconhecemos os méritos pelos resultados. Para as crenças merecerem o mesmo respeito, devia-se exigir o mesmo. Quanto a isso, há uma constante decepção na ilimitada estupidez dos dogmas, também chamados de Verdade.


Referências:
[1] Wikipedia > Anatólios; educação > História por Voltaire Schilling > Schliemann na procura de Tróia
[2] ChristianAnswers > A Confiabilidade Arqueológica da Bíblia
[3] MythBusters Results; Annotated Mythbusters
[4] O Insurgente > Fé, Razão e Reflexões: Memórias e Reflexões
[5] olho de rua > Ciência e religião: são compatíveis? Parte II
[6]
Cosmos, de Carl Sagan (no capítulo I, As costas do oceano cósmico)
[7] Projeto Ockham > Declínio e queda do espiritualismo
[8] Dicionário Cético > o desafio de Randi aos paranormais
[9] Que Treta ! > Ciência e naturalismo
[10] Wikipedia > Método científico ;
Science Passion! > Método científico ;
Espaço Científico Cultural > Teoria sobre o Método Científico
A Arte de Pensar > O falsificacionismo de Karl Popper
[11] História Ilustrada da Ciência - A Astronomia, à descoberta do infinito, de Giancarlo Masini
[12]
Encyclopedia Galactica > Aristarco
[13] C# > Martin Luther and Geocentricism
[14] Heródoto > Um julgamento histórico
[15] História do Futuro, de padre António Vieira
[16] Wikipedia > Flat Earth
[18] Deuses e Demónios da Medicina II, de Fernando Namora
[19] Semmelweis: uma história para reflexão
[20] Vida e Obra de Cantor
[21] Dicionário Cético > Fraude de Piltdown
[22] CiênciaHoje > A ciência policia-se ; Com Ciência > A clonagem das notícias de ciência
[23] citação extraída de: A experiência Matemática, de Philip J. Davis e Reuben Hersh (editora gradiva, 1ª edição; no capítulo 7: Da certeza à falibilidade, p. 313);
Educação Pública > O paradoxo de Alice e o de Dom Quixote;
[24] Um Salto Quântico No Infinito ;
Euclides, Geometria e Fundamentos ;
A crise nos fundamentos da Matemática e a Teoria da Computação ;
STR > Scientia > Transgredindo as fronteiras: em direcção a uma hermêutica transformativa da gravitação quântica

9 comentários:

Catellius disse...

Caro Pedro Couto,

Obrigado pelo precioso comentário lá no Pugnacitas.
Confesso que não coonhecia este excelente blog. Adiciono-o agora aos meus links favoritos e passarei a freqüentá-lo.

Dois pequenos comentários sobre o seu excelente texto (aliás, ótima pesquisa!)

“Apesar disso, o papa Bento XVI lamenta os critérios, matemáticos e empíricos, para determinar uma ideia científica por limitarem o conhecimento ou a razão”

E qual é a outra maneira de se obter uma verdade científica senão pelo método científico? B16 imagina que haja algum método para demonstrar que uma pedaço de pão ázimo sem sal seja de fato carne de seu homem-deus, simplesmente porque o enfeitado ignorante do altar pronunciou meia-dúzia de palavras mágicas?

“se toda a falha levar a "justificacionismos", ilimitadas desculpas arbitrárias para salvar a crença, então ela não é científica nem racional.”

É a chamada hipótese ad hoc. Primeiro dizem que o deus abraâmico criou o mundo há apenas seis mil anos. Surge a teoria da Evolução das Espécies e muitos religiosos cientificamente esclarecidos passam a classificar o Gênesis como “simbólico”. Para os mais radicais, quando são confrontados com achados de fósseis de dezenas de milhões de anos atrás, seu deus colocou-os sob a terra, petrificados, para tentar o homem, para certificar-se de que sua fé era inquebrantável – ele, o deus que perscruta os corações...

Forte abraço,
Catellius

Pedro Amaral Couto disse...

Catellius,
conheço o Pugnacitas há pouco tempo, pelo blog do Helder Sanches. Acho os artigos excelentes, por isso fiquei muito contente com o comentário e palavras de apreço.
É normal que o blog não seja conhecido porque só foi iniciado na semana passada e só tem três artigos. Agora estou a escrever sobre como a dúvida é encarada na ciência e na religião (espero publicar neste fim-de-semana), mas com calma, que preciso de ser mais organizado: com a pressa de publicar este último artigo deixei alguns erros ortográficos que corrigi agora ;p. Também procurei na Web sobre a prisão de Roger Bacon por ter conseguido criar arco-íris artificiais (Gênesis 9, 14, 16). Mas como a única fonte que tinha era um programa da Discovery Channel, não coloquei esse exemplo.

Abraços.

Anónimo disse...

Antes de mais; parabéns pelo empenho posto no artigo e pelo seu excelente resultado. Entendo o teu ponto de vista, e, meu caro, tens a tua razão; indiscutível. Mas, se, como eu, encarares a ciência como uma religião, e todos sabemos do fervor de alguns (Voltaire, por exemplo, e os seus apelos à mentira), e contabilizares o número de mortes que ela já provocou, perdoa-me, mas a Igreja é um mero amador perto disso. E reconheces tu quantos milhões pôs ela na cadeia? (impressões digitais, adn, balistica, decidindo o que é doença e o que não é, condenando e absolvendo). Se disseres: sim, mas ela está certa! Repetes somente o que disseram os padres durante a Idade Média.

um abraço, e bons artigos

Mats disse...

"Na Ciência incentiva-se que os erros sejam criticados e corrigidos, ao invés de colocar a poeira debaixo do tapete."

Excepto se os erros estiverem a ser usados para promover a teoria da evolução. Em tais situações não há problemas em providenciar dados falsos.

"Na Ciência não existem livros sagrados nem sacerdotes do conhecimento que definem leis inquestionáveis."

Excepto o Darwin. Ele é inquestionável naquilo que verdadeiramente interessa.

"A imaginação tem possibilidades ilimitadas. O método científico é aberto a essas possibilidades, mas selecciona as mais aptas que sobrevivem com o tempo pela poda da dúvida."

Excepto no caso da evolução. Nesse caso, fica-se com as evidênicias menos aptas como forma de suportar a ideologia naturalista.

Pedro Amaral Couto disse...

Mats, deves estar confuso e a olhar para o espelho. Já escrevi sobre isso em "Luto e anorexia".

Para já, apenas apresentaste ad hominems. Mesmo que o que respondeste fosse verdade, o que escrevi não deixa de ser verdade. Simplesmente atacaste uma ideia e a mim, atribuindo-me à ideia que não invalida com o que respondeste.

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Seria muito interessante escrever um artigo sobre o que escreveste, comparando com criacionistas. Um aperitivo:

Eu tenho noção que Darwin cometeu erros, como a consideração da hipótese de Lamarck, a lei do uso e desuso, como meio de modificação na descendência, e a ideia de que as baleias descendem de ursídeos (descobriram-se canídeos, o Paquicetos, com ossos de cetáceos no crânio). Thomas Huxley também mostrou discordar de certas ideias de Darwin através de correspondência e em plena discussão onde estava William Willberforce. Os que chamas de darwinistas até lembram que já passou tanto tempo desde Darwin e que muitas ideias são obsoletas. Tu próprio criticas pelas mudanças que são realizadas na Ciência, mas dedicado apenas num tópico.

Acho que Darwin era um cobarde, com medo de publicar um livro, com medo de enfrentar as pessoas directamente e sem fibra para ver pessoas a serem operadas sem cirurgia.

Na desciclopedia é dito sobre Darwin:
«A sua viagem de cinco anos abordo do Umbeagle entregando presentes pelo mundo inteiro e escritos posteriores lhe trouxeram reconhecimento como papai noel e fama como escritor para crianças. Suas observações da natureza o levaram a gostar de zoofilia, em 1838, ao desenvolvimento da teoria da Penetração.»
Isso nem me afecta sequer um bocado. Curioso, não é? Queres procurar por "

Esse não é o artigo apropriado, mas um dia envio um artigo dedicado ao assunto para veres como estás confuso e onde podes escrever sobre ele.

Pedro Amaral Couto disse...

* «Tu próprio criticas pelas mudanças que são realizadas na Ciência»
devia ser «Tu próprio criticas as mudanças que são realizadas na Ciência»

* «pessoas a serem operadas sem cirurgia.»
devia ser «pessoas a serem operadas sem anestesia.»

* «Queres procurar por "»
devia ser «Queres procurar por "Jesus"?» Na desciclopedia.

Mats disse...

«Tu próprio criticas as mudanças que são realizadas na Ciência»

Pelo contrário, amigo Pedro. Eu apenas digo que pela sua natureza, a cência é limitada em muitos aspectos. Isto não é uma forma de contruir um falso silogismo:
1. Tudo o que é limitado e não fiável.
2. A ciência é limitada.
3. A ciência não é fiável. (Acho que era a este silogismo que estas inconsciente a atribuir-me)

O que eu digo é que ser-se dogmático em relação a interpretações do passado que são feitas em nome da "ciência" é perigoso pela subjectividade existente nas interpretações humanas, e pela natureza saudavelmente volátil da ciência.
Nós criacionistas não queremos que a tua interpretação seja censurada das aulas da ciência, mas sim que a tua interpretação seja posta lado oa lado com outras interpretações sobre a origem do universo. O que os teus coreligionários fazem é filosoficamente blindar a ciência de modo a que apenas a vossa interpretação seja a "científica".
Advém daí que, de facto, existem dogmas e textos sagrados naquilo que chamas de ciência.

Pedro Amaral Couto disse...

Não, amigo Mats, e eu até posso provar:
* A Ciência e o Criacionismo - p2 (A Bíblia é infalível)
Desmentes que tu e os criacionistas que consideras perfeitos (quando é que eles enganaram-se?) criticam o facto de na Ciência não ser tão estável como um livro sagrado? É com isso que queria dizer com: «Tu próprio criticas as mudanças que são realizadas na Ciência».
Já agora, desmentes que nos pontos em que a Ciência contradiz o Livro Sagrado, esses pontos passam a não ser considerado fiáveis por vossas excelências?
Nota: não vale a pena usar a retórica do "ciência = evolucionismo".

Eu já disse que ia fazer um artigo para mostrar que vossa senhoria e gente como vós é que tem livros sagrados e dogmas. Se a vossa senhoria insistir em mudar de assunto, os próximos comentários serão removidos como sendo SPAM.

Se responder aos artigos sobre os assuntos que indica nos comentários, verá que não têm qualquer valor. Por recomendo que, em vez de achar que tem vantagem em colocar assuntos alheios, proponha um artigo para os assuntos em questão ou esperes que o artigo em questão seja publicado quando eu digo que publicarei.

Pedro Amaral Couto disse...

-- UMA REGRA

Mats,
há alguma coisa no artigo que discordas?
Por exemplo, discordas dos excertos que citaste? Há alguma incorrecção que gostarias de indicar?

Se pretendes fazer uma crítica num comentário, pergunta a ti mesmo as questões que te coloquei. Se as respostas forem negativas, mas queres escrever qualquer coisa, propõe um artigo para comentares à vontade sobre aquilo que queres comentar. Como regra de boa educação, coloca-se um aviso no início com, por exemplo, "off-topic", que é similar aos comentários sobre filmes com um aviso de "spoiler alert".

Se achar que comentas com críticas que não vão directamente ao que está num artigo, eu vou perguntar b>qual a relevância para o artigo. Se determinar que estás a fugir ao assunto, os comentários são removidos. Consideras justo?

-- Exemplos
* Se quiseres mostrar esse teu ponto-de-vista num caso em particular, escreve por exemplo em "Arqueopterix e as duas lentes".
* Se quiseres perguntar se como atribuo o adjectivo "criacionista" a alguém, usa: "Criacionismo" não é uma palavra mágica. E eu não vou saber o que são os fundadores da ciência moderna, que não deve ter a ver com a questão.
* Ontem coloquei um artigo sobre um assunto insististe: Ética - útil. Se comentares, os comentários que vão-se manter são os que respondem ao artigo.

E assim os meus comentários encolhem consideravelmente porque só estou a escrever sobre uma única coisa. Eu acho que é simples. Se achares que estou a ser injusto, escreve um artigo num blog, e usa-me como exemplo da censura evolucionista com um link para esse comentário. Dúvidas?