¶1 Seguindo o artigo anterior, sugiro que devemos recorrer aos documentos pré-marcanos (anteriores ao Evangelho Segundo Marcos) para conhecermos as crenças dos apóstolos. William Lane Craig fez isso: começou o seu argumento do sepulcro vazio com base numa de uma epístola de Paulo para defender os evangelhos como históricos:
«Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras e que foi visto por Cefas, e depois pelos doze. Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo.»¶2 Mas Paulo não disse que o corpo de Jesus foi colocado num túmulo que foi três dias depois encontrado vazio. Isso é um pressuposto através da leitura dos evangelhos canónicos. O que Paulo disse não é inconsistente com o corpo enterrado, que manteve-se no mesmo lugar em decomposição. Para os judeus, o terceiro dia era uma prova de que estava mesmo morto. Alguns autores hebreus apocalípticos acreditavam na ressurreição do espírito, daí as aparições como as de Damasco, consistentes com as crenças gnósticas e zoroástrica. São Paulo mais à frente continuou com:
«Mas, dirá alguém, como ressuscitam os mortos? E com que corpo vêm? Insensato! O que semeias não recobra vida, sem antes morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo da planta que há de nascer, mas o simples grão, como, por exemplo, de trigo ou de alguma outra planta. Deus, porém, lhe dá o corpo como lhe apraz, e a cada uma das sementes o corpo da planta que lhe é própria. Nem todas as carnes são iguais: uma é a dos homens e outra a dos animais; a das aves difere da dos peixes. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas o brilho dos celestes difere do brilho dos terrestres. Uma é a claridade do sol, outra a claridade da lua e outra a claridade das estrelas; e ainda uma estrela difere da outra na claridade. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual. Se há um corpo animal, também há um espiritual. Como está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente; o segundo Adão é espírito vivificante. Mas não é o espiritual que vem primeiro, e sim o animal; o espiritual vem depois. O primeiro homem, tirado da terra, é terreno; o segundo veio do céu. Qual o homem terreno, tais os homens terrenos; e qual o homem celestial, tais os homens celestiais. Assim como reproduzimos em nós as feições do homem terreno, precisamos reproduzir as feições do homem celestial. O que afirmo, irmãos, é que nem a carne nem o sangue podem participar do Reino de Deus; e que a corrupção não participará da incorruptibilidade. Eis que vos revelo um mistério: nem todos morreremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade.»¶3 O Evangelho Segundo Lucas descreve Jesus ressuscitado com um corpo com carne e ossos: «apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho». Pois, mas contradiz a transformação para um corpo incorruptível sem carne nem sangue, como os corpos imortais de anjos, dos deuses greco-romanos e dos humanos que passaram para Hades, cujos cadáveres tinham moedas nas bocas ou nos olhos para pagarem o barqueiro Caronte, em vez de voltarem para assobrarem os vivos. Suponho, no entanto, que os cadáveres e as moedas continuavam no mesmo lugar. Flávio Josefo, um fariseu, disse em Antiguidades Judaicas e em Guerras Judaicas que os fariseus acreditavam na imortalidade do espírito e que era introduzido em corpos diferentes na ressurreição. E existem aparições de Elvis Presley (que deram origem ao Elvismo) e agora existem alegações sensacionalistas de que a sua campa foi encontrada vazia. O que isso prova?
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¶4 O maior problema do argumento do túmulo vazio é que baseia-se em documentos que se parecem com boatos que passam nos e-mails e notícias sensacionalistas, e através deles, pressupõe-se o que os apóstolos não escreveram, como se fosse implícito o que foi escrito depois de morrerem, para além de excluir crenças dos apóstolos com o pressuposto de que os judeus não as tinham. O túmulo vazio seria uma prova tão boa, ainda por cima de um rico do Senedrim (em Marcos, um membro de um bouleutēs que não existia...), que se esperava que os apóstolos o mencionassem antes do evangelho de Marcos (quando estavam vivos!), em vez de descreverem apenas visões e vozes no céu, no deserto e nos sonhos, e, se fosse conhecidos publicamente, esperava-se que os seus inimigos os respondessem a tal alegação (qual foi a polémica judaica?). Aliás, nem se sabe onde seria Arimateia - só em Lucas é dito que fica na Judeia - e ainda por cima José de Arimateia seria um discípulo secreto que, começou por ser mencionado em Marcos e parece que os outros evangelhos mais antigos usaram-no como fonte.
¶5 Quais são os historiadores e escolares bíblicos que dizem que são documentos históricos, ainda por cima fidedignos, para que Craig use o que chama de "factos" nas suas premissas? Até teólogos e historiadores cristãos, como John Dominic Crossan (que costuma ser convidado em documentários sobre Jesus), dizem que os evangelhos não são documentos históricos. Deixo algumas referências:
- Jesus’ Resurrection: Fact of Figment? A Debate Between William Lane Craig and Gerd Lüdemann - Roy W. Hoover
- The Birth of Christianity: Discovering What Happened in the Years Immediately After the Execution of Jesus - John Dominic Crossan
- The Case Against The Empty Tomb - Peter Kirby (The Journal of Higher Criticism; Drew University)
- Putting Away Childish Things: The Virgin Birth, the Empty Tomb, and Other Fairy Tales You Don't Need To Believe To Have A Living Faith - Uta Ranke-Heinemann (Sociology of Religion; Oxfourd Journals)
- The Jesus Controversy, perspectives in conflict - John Dominic Crossan, Luke Timothy Johnson, Werner H. Kelber
- Áudio:
- Will the Real Jesus Stand Up? - William Lane Craig, John Dominic Crossan
- Vídeo:
- Jesus the Man Crucified - Dr. Borg & Dr. Crossan
- A Death in Jerusalem - Crossan (The Jesus Seminar)
- Did Jesus Rise From The Dead - Bart Ehrman Vs William Lane Craig
- Can Historians Prove that Jesus Rose from the Dead? - Bart Ehrman
- Did Jesus rise from the Dead? - Shabir Ally
- Resurrection of Jesus: Fact or Fiction? - Hector Avalos
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¶6 O outro problema é fundamentar-se na estranheza da natureza dos testemunhos. Acho que Craig tem razão quando diz que as mulheres, tal como as crianças, não eram consideradas boas testemunhas entre os judeus. Os homens oravam: «Dou-te graças, Senhor, Rei do Universo, por não me teres feito mulher» [Sedar] Mas no Evangelho Segundo Marcos, as mulheres falham na tarefa de testemunhas e os destinatários eram gentis romanos, que tinham várias deusas (Vénus, Ceres, Diana, Vesta, Minerva) e sacerdotisas, e onde os judeus de influência helénica eram liberais e as judias podiam ter a sua propriedade, ter uma educação, serem chamadas para o serviço militar e serem presidentes de sinagogas. Além disso, São Paulo separou a Lei do seu cristianismo, os evangelhos descrevem uma grande aproximidade de Jesus em relação à franja da sociedade [Mc 5:26 ; Mc 10:14; Mt 5] e até o papel de Madalena nos evangelhos, especialmente os apócrifos de Filipe, Tomé e Madalena, deram origem aos conhecidos exageros n'O Código de Da Vinci.
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¶7 Finalmente as conversões dos apóstolos, especialmente de São Paulo: por que é que alguém se torna aquilo que perseguia? Existem algumas especulações dadas por neurologistas ao que é descrito no livro dos Actos. Sabe-se que existe uma relação entre a epilepsia e intensas experiências religiosas, por isso neurologistas especulam que a experiência de São Paulo sugira sofresse de epilepsia do lobo temporal. Supostamente a obsessão em relação aos cristãos levaria-o, ironicamente, a sentir-se perseguido por aqueles que perseguia, numa das suas alucinações: «Saulo, Saulo, por que me persegues?» ... «Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.» (At 9:4). Num documentário da Discovery Channel, chamado Saint Paul, é dito que na Palestina a actividade sísmica é muito comum e os terramotos são muito mencionados na Bíblia (em Actos um terramoto destrói as portas de uma prisão), o que leva à ideia de que um abalo terá despoletado um ataque epilético. A epilepsia pode levar à prosopagnosia e cegueira temporária que, juntando a sintomas descritos nas cartas, explica muito bem o evento e mudança.
¶8 Mas parece que é dado demasiado crédito ao Livro dos Actos, tendo em conta que a historicidade desse livro é duvidosa entre escolares. Ainda por cima Actos contradiz sistematicamente as epístolas de Paulo. O modo como ele escreve as cartas leva as ideias de que tinha mau carácter, causando brigas e divisões através de doutrinas que não eram aceites pelos apóstolos, levando à suspeição de que tinha infiltrado no meio dos cristãos para legitimizar a sua teologia. Vridar propõe que o autor de Actos conhecia a Epístola aos Gálatas e que as discrepâncias são intencionais. Teria observado que a descrição da conversão de Paulo compara-o com os profetas Elias, Jeremias e Moisés e que podia ter o intuito de colocar-se acima dos apóstolos em autoridade.
¶9 Por que os apostólos haveriam de morrer por uma mentira? Na Bíblia só está descrita a morte de um apóstolo (para além de Judas): Tiago, irmão de João, morto à espada por ordem de Herodes. Não descreve a sua postura antes de morrer, ao contrário das tradições com origem nos apócrifos sobre a morte dos outros apóstolos, que queriam morrer e até convertiam os carrascos. Mas esses apócrifos foram considerados espúrios e heréticos desde Eusébio, ou os relatos são contraditórios. [1; 2; 3; 4; 5; vid1; vid2; vid3; vid4] . A pergunta assume que os apóstolos morreram pela sua fé, quando nem se sabe como morreram. Mesmo se fossem apanhados e dissessem que foi tudo mentira, seriam libertados?
¶10 Mas os cristãos eram perseguidos, torturados e condenados à morte pelos romanos. Se imensas pessoas dizem que viram Jesus, por que iriam arriscar a sua vida e até aceitar morrer por essa crença, se mentiam? Ora, a pergunta tem três pressuposições: 1) os discípulos viram Jesus em carne e osso ressuscitado; 2) se tiveram fé numa falsidade, então sabiam que é uma falsidade; 3) não se morre por causa de uma mentira. Existe pelo menos uma pessoa que acha que tem poderes do Dragon Ball, com discípulos, que levou uma ajoelhada na cara até sagrar, para além de ter perdido 5000 dólares. Porque raios se expôs a isso tudo, se sabia que era mentira? Joseph Smith, o fundador do mormonismo que revelou o Livro de Mórmon, foi morto por uma turba antes de ser julgado. Os Smith e os mórmons foram perseguidos por traição. Notem que, supostamente, houve onze testemunhas das suas placas de ouro com o Evangelho de Cristo nas Américas. Conclui-se que o mormonismo é verdadeiro? Jim Jones e David Koresh morreram, com os seus seguidores, motivados pelos seus cultos que lideravam. Será que por isso as suas crenças eram verdadeiras?
¶11 Se um grupo de pessoas está empenhado numa causa que dependia de um homem que amavam, é provável que sintam a sua presença depois da sua morte e tentem justificar com crenças dissonantes o que contradizia todas as suas expectativas. Em Marcos o próprio Herodes acreditava que Jesus era João ressuscitado: «Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dentre os mortos.» («Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo»; 6:20). Por outro lado, na obra O Homem Que Se Tornou Deus, Gerald Messadié imagina Jesus safando-se em vez de morrer; no posfácio:
¶8 Mas parece que é dado demasiado crédito ao Livro dos Actos, tendo em conta que a historicidade desse livro é duvidosa entre escolares. Ainda por cima Actos contradiz sistematicamente as epístolas de Paulo. O modo como ele escreve as cartas leva as ideias de que tinha mau carácter, causando brigas e divisões através de doutrinas que não eram aceites pelos apóstolos, levando à suspeição de que tinha infiltrado no meio dos cristãos para legitimizar a sua teologia. Vridar propõe que o autor de Actos conhecia a Epístola aos Gálatas e que as discrepâncias são intencionais. Teria observado que a descrição da conversão de Paulo compara-o com os profetas Elias, Jeremias e Moisés e que podia ter o intuito de colocar-se acima dos apóstolos em autoridade.
¶9 Por que os apostólos haveriam de morrer por uma mentira? Na Bíblia só está descrita a morte de um apóstolo (para além de Judas): Tiago, irmão de João, morto à espada por ordem de Herodes. Não descreve a sua postura antes de morrer, ao contrário das tradições com origem nos apócrifos sobre a morte dos outros apóstolos, que queriam morrer e até convertiam os carrascos. Mas esses apócrifos foram considerados espúrios e heréticos desde Eusébio, ou os relatos são contraditórios. [1; 2; 3; 4; 5; vid1; vid2; vid3; vid4] . A pergunta assume que os apóstolos morreram pela sua fé, quando nem se sabe como morreram. Mesmo se fossem apanhados e dissessem que foi tudo mentira, seriam libertados?
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¶10 Mas os cristãos eram perseguidos, torturados e condenados à morte pelos romanos. Se imensas pessoas dizem que viram Jesus, por que iriam arriscar a sua vida e até aceitar morrer por essa crença, se mentiam? Ora, a pergunta tem três pressuposições: 1) os discípulos viram Jesus em carne e osso ressuscitado; 2) se tiveram fé numa falsidade, então sabiam que é uma falsidade; 3) não se morre por causa de uma mentira. Existe pelo menos uma pessoa que acha que tem poderes do Dragon Ball, com discípulos, que levou uma ajoelhada na cara até sagrar, para além de ter perdido 5000 dólares. Porque raios se expôs a isso tudo, se sabia que era mentira? Joseph Smith, o fundador do mormonismo que revelou o Livro de Mórmon, foi morto por uma turba antes de ser julgado. Os Smith e os mórmons foram perseguidos por traição. Notem que, supostamente, houve onze testemunhas das suas placas de ouro com o Evangelho de Cristo nas Américas. Conclui-se que o mormonismo é verdadeiro? Jim Jones e David Koresh morreram, com os seus seguidores, motivados pelos seus cultos que lideravam. Será que por isso as suas crenças eram verdadeiras?
¶11 Se um grupo de pessoas está empenhado numa causa que dependia de um homem que amavam, é provável que sintam a sua presença depois da sua morte e tentem justificar com crenças dissonantes o que contradizia todas as suas expectativas. Em Marcos o próprio Herodes acreditava que Jesus era João ressuscitado: «Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dentre os mortos.» («Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo»; 6:20). Por outro lado, na obra O Homem Que Se Tornou Deus, Gerald Messadié imagina Jesus safando-se em vez de morrer; no posfácio:
«Surpreendido, igualmente por esta morte prematura, ou mesmo inexplicável, um guarda do Gólgota picou o peito de Jesus com a ponta da sua lancea consequência, era inútil quebrar-lhe as tíbias.» ... «A abundância de água referida por João, e inclusive enterrou-a aí, infligindo-lhe uma profunda ferida, mas como o Jesus não reagiu supôs que estava morto e que, por revela com o mínimo possível de dúvida que a lançada - a lancea tinha uma lâmina chata e afilada - furou a pleura e não o coração. Do coração, decerto que não sairia muita água. A abundância de água concorda com o princípio de pleurisia, que pode ser causada pela exposição prolongada de um corpo nu ao frio» ... «Porém, segundo um médico-legista interrogado, uma ferida infligida a um cadáver pode acarretar um derramamento daquilo a que se chama "sangue de cadáver", fluido constituído por soro e hemoglobina decomposta. Trata-se então de um líquido acastanhado.» ... «E ei que ainda por cima José de Arimateia e Nicodemos se armam em cangalheiros! Além disso, o costume exige que todos os judeus se retirem antes do pôr do Sol para o recinto da Grande Jerusalém. Pelo contrário, afadigam-se no Gólgota a assegurar a inumação de um inimigo público. Um tal comportamento dá que pensar, a menos que se opte pelo cepticismo. Em realidade, uma infracção explica a outra. José de Arimateia e Nicodemos sabem que Jesus não morreu. Daí a ligeireza com que ambos assumem a infracção religiosa.» ...¶12 É uma explicação baseada na estranheza de comportamentos de personagens, mas o autor (um historiador) coloca-a na perspectica de especulação para explicar as decisões na elaboração seu romance. Até médicos podem pensar que alguém está morto, por deixar de haver batimentos cardíacos, mas que deperta algum tempo depois, até na morgue - é o chamado síndrome de Lázaro, com pelo menos 24 casos documentados desde 1982. Flávio Josefo relatou um caso em que procurou três amigos que tinham sido crucificados e um deles tinha sobrevivido depois de retirado da cruz. Claro que com isso tudo não se conclui que sabemos o que aconteceu, nem sequer que Jesus não ressuscitou. Apenas mostra que temos conhecimentos, baseados na experiência e investigação científica, que explicam como poderia ter acontecido. E o que com este artigo tento mostrar é que os pressupostos de Craig não são o que chama de "factos".
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Notas sobre os comentários:
O artigo longo e os links servem para referências futuras e para quem tiver interessado em informar-se melhor sobre os temas. Agradeço os detalhes e correcções nos comentários que complementem o artigo.
Se os comentários não estiverem relacionados com o artigo, não serão moderados, desde que não tenham links para fazer publicidade ou que choquem através de imagens violentas, ou pornográficas ou com conteúdo ilegal. Não o respondo na caixa de comentários - se disponível, faço-o num artigo. Recomendo que não incentivem discussões alheias nas caixas de artigos nem cedam a provocações. Quem não disser nada sobre o artigo, não tem nada a dizer sobre ele.
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8 comentários:
"7 Finalmente as conversões dos apóstolos, especialmente de [...], juntando a sintomas descritos nas cartas, explica muito bem o evento e mudança."
Puxa, e eu achando que as tergiversações religiosas para explicar coisas eram as mais estapafúrdias.
Doce engano.
Desculpe, mas não entendi. Você tenta explicar a Ressurreição do Verbo com base na síndrome de Lázaro? Meu Deus...
Yuri,
a elipse na citação faz parecer que escrevi algo sem qualquer fundamento, mas num parágrafo de 183 palavras até coloquei links para site sobre epilepsia, artigos de médicos, notícias sobre descobertas científicas, um documentário baseado nessas descobertas e um vídeo sobre a relação sobre epilepsia e experiências religiosas. Deixo os URLs:
BBC - God On The Brain
http://www.youtube.com/watch?v=v0WC9VPsAqg
BBC - Saint Paul
http://www.youtube.com/watch?v=rMhuofKBYfs
PubMed - St Paul and temporal lobe epilepsy
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1032067/
guardian - Earthquakes may hold clues for treatment of epilepsy
http://www.guardian.co.uk/science/2008/jan/10/neuroscience.medicalresearch
German Epilepsymuseum Kork - Famous people who suffered from epilepsy: Saint Paul
http://www.epilepsiemuseum.de/alt/paulusen.html
Tens a liberdade de contactar os autores dos textos e os cientistas envolvidos nos documentários.
Luíz Luis,
a simples invocação de Deus não é um argumento válido.
O síndrome de Lázaro é uma das explicações que apresentei, assumindo que os apóstolos realmente viram o corpo. Existem outras que indiquei nos parágrafos 10 e 11.
Médicos dos séculos XX e XXI já determinaram pessoas como mortas, que nem tinham pulsação, mas que foram encontradas vivas na morgue - ocorreu pelo menos 25 vezes desde o meu ano de nascimento. Um diagnóstico do género a uma grávida num Natal foi explicado como um milagre por cristãos evangélicos.
E o próprio historiador Flávio Josefo conseguiu recuperar dois corpos de amigos crucificados e um sobreviveu ("Iosepou bios"). Coloquei referências em forma de links no artigo.
Portanto, é uma hipótese plausível. Qual é o problema que encontras em relação a ela, pondo de lado as crenças religiosas pessoais?
Correcção: «Flávio Josefo conseguiu recuperar dois corpos» devia ser «Flávio Josefo conseguiu recuperar três corpos». Perdão.
"a elipse na citação faz parecer que escrevi algo sem qualquer fundamento,"
Partindo do pressuposto que não li o artigo ou fui cego aos links, sua observação é bem pertinente.
Mas por mais que você tenha a necessidade de que outros falem sobre você ou sobro o que você escreve, minha crítica não foi a você, mas a todos os estudiosos do evangelho.
Errata: "minha crítica não foi a você, mas a todos os estudiosos do evangelho."
O correto é: "minha crítica não foi especialmente a você, mas a todo esse tipo de estudiosos do evangelho."
Há quem tenha tempo de caçar agulha no palheiro.
Religiosos ou não.
Entrei, e vou seguir, este blogue, porque é muito cultural, ainda bem, que se encontram, pessoas com grande cultura nos blogues
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